Oi, turminha,
começamos o nosso blog de Design e Produção Gráfica Digital.
Como vocês já conhecem o processo do bolg será fácil.
As mudanças são: não têm mais o relatório de aulas e sim um para casa onde vocês irão trazer um artigo ou uma peça gráfica que tenha algo haver com a aula, mais um texto onde irão mostrar essa relação.
O melhor texto será publicado no blog.
Algumas dicas para escrever o texto:
Qual foi o conteúdo da aula?
Como essa peça gráfica ou esse texto se relaciona com a aula?
O que tem nele que me lembrou a aula?
Esses exercícios valem 20 pontos.
Produção Artesanal
O surgimento do artesanato foi resultado da necessidade do homem, aliada ao poder de inovar, para que fossem criados objetos que cumprissem funções cotidianas dentro da comunidade.
Dentre essas formas de trabalho humano, uma das mais antigas é a fiação e tecelagem, pois a necessidade humana de fiar é mais antiga do que se pensa, e liga-se fundamentalmente à evolução das sociedades.
O tear artesanal, instrumento simples, de uso milenar, vem acompanhando o ser humano desde os primórdios de sua conscientização como ser pensante, autônomo e capaz de adaptar-se ao meio, com o uso de sua mente e também de suas mãos.O tear antigo, manual, já continha primitivamente estágios das técnicas empregadas pelas máquinas automáticas de nossos dias.
Pode-se destacar os árabes com suas avançadas técnicas e utilização de plantas para dar cor aos fios, que até então eram brancos ou da cor dos pêlos dos animais. A mistura de todo esse conhecimento levou a arte da tecelagem artesanal a um grande desenvolvimento.
Produção Artesanal X Industrial
Tomada em sua acepção original, a palavra artesanato significa um fazer ou o objeto daí resultante que tem por característica o fato de ser eminentemente manual. Isto é, são as mãos que executam o trabalho. Elas são o principal, senão o único, instrumento que o homem utiliza na confecção do objeto. O uso de ferramentas, inclusive máquinas, quando e se ocorre, se dá de forma apenas auxiliar, como um apêndice ou extensão das mãos, sem ameaçar sua predominância.
Quando se raciocina sobre o sentido de associar artesanato e mãos, remete se a uma dicotomia: aquela que opõe o fazer manual ao fazer mecânico, sendo este aquele em que a interferência humana é mínima e está subordinada à máquina que executa suas funções com quase total autonomia, que as vezes chega a ser total mesmo.
Esta oposição é muito recente na história da humanidade. Ela surge com a Revolução Industrial, na Europa, no século XVIII e, desde então, vem transformando a realidade de sociedades as mais distintas e aparentemente isoladas na face da Terra.
Pode mesmo afirmar não existir hoje um único agrupamento humano que não tenha arrolado, no inventário dos bens de seu uso cotidiano, um objeto cuja origem se deve à máquina. Indigenistas envolvidos em frentes de atração para contatar grupos isolados em território brasileiro são unânimes em afirmar que, ao chegar a uma aldeia indígena nunca antes visitada, invariavelmente se deparam com objetos industrializados, oriundos de nossa cultura.
Produção Industrial
A Revolução Industrial, ou com mais propriedade, a Revolução Industrial Inglesa, realizou melhor que os outros países da área central da economia no mundo, a acumulação primitiva de capitais, assim estabelecendo condiçõespara a introdução contínua de inovações técnicas e de formas fabris de produção. O caráter verdadeiramente revolucionário desse processo, que levou o homem a tornar-se independente das forças da natureza para realizar suas tarefas produtivas, localiza-se na força motriz.
A escrita no ocidente continuou sendo reproduzida manualmente durante toda a antigüidade, mas este método, além de demorado, era caríssimo e frágil. A Biblioteca de Alexandria, a mais famosa do seu tempo, chegou a ter 600 mil volumes em cerca de300 A.C., e seu método consistia em confiscar todos os volumes entravam na cidade pelas mãos dos viajantes para copiá-los. A cópia, e não o original, era entregue ao forasteiro após terminada a reprodução.
A história da tecnologia do tipo passou por quatro grandes revoluções que mudaram radicalmente a maneira como os impressos eram concebidos e produzidos: A revolução de Gutemberg, com a invenção dos tipos móveis; a revolução industrial, que passou produzir bens em grande escala; a revolução da fotocomposição, com a sofisticação das máquinas e um salto na qualidade dos impressos e, finalmente, a revolução digital.
Primeira revolução: Gutemberg (1450)
Johannes Gutemberg pressionava uvas em uma prensa quando percebeu que alguns resíduos das frutas pareciam letras quando transferidas para o papel. Tal experiência serviu de inspiração para a criação da prensa de tipos móveis, construída de tipos de metal que podiam ser substituídos de acordo com o texto e produziam páginas impressas com uma rapidez e qualidade inimagináveis até então. os efeitos da invenção foram extraordinários devido às inúmeras vantagens: rapidez, uniformidade, e redução de custos, tornando os livros objetos possíveis de serem adquiridos por pessoas comuns.
Segunda Revolução: Industrial (1870)
Surpreendentemente, a tecnologia da impressão de tipos teve apenas pequenos melhoramentos de 1600 a 1800. Apenas com a revolução industrial é que ocorreram inovações significativas. As prensas rotativas a vapor (1868) substituíram operadores manuais, fazendo o mesmo trabalho em apenas 16 % do tempo.
Terceira Revolução: Fotocomposição (1950)
O primeiro equipamento de fotocomposição estreou em 1944, mas somente em meados de 1950 tornou-se comum nas gráficas. O princípio de impressão, nessa época, foi radicalmente transformado. Em vez de rolos com tipos móveis acoplados que “carimbavam” bobinas de papel, agora a composição era feita em filmes e os caracteres eram projetados em papel foto-sensível. Lentes eram usadas para ajustar o tamanho da imagem, fazendo com que os tipos pudessem crescer e diminuir facilmente. Essa tecnologia contribuiu para alguns avanços no campo estético, pois permitia a sobreposição de imagens e textos.
Quarta Revolução: Digital (1973)
As primeiras impressoras baseadas em computador eram um híbrido de máquinas de fotocomposição anteriores e a impressão digital utilizada atualmente. Cada máquina possuía a sua própria linguagem e conjunto de comandos. Apesar de possuir algumas vantagens, as desvantagens não eram desprezíveis. O principal problema era a falta de flexibilidade, pois cada máquina tinha seu próprio conjunto de fontes. Nos anos 80, o padrão postscript foi gradualmente se tornando um padrão para a tipografia digital. Grande parte desse sucesso deveu se à inserção da impressora a laser da Apple nos parques gráficos. A maioria dos parques gráficos atuais continua utilizando filmes no processo de impressão, mas o advento de impressoras de alta resolução fez com que alguns trabalhos em menor escala dispensassem esse artifício.
Mesmo com todos avanços tecnológicos os alicerces do design gráfico estão ligados à tradição livreira. O designer gráfico da atualidade não pode simplesmente ignorar as forças que, dentro ou fora do seu campo, influenciaram a forma e a funcionalidade do layout de uma página.
08 agosto 2006
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