25 outubro 2006

Comentários alunos PDV

“[Design Promocional] O que torna um produto reconhecido ou reforça a marca. Destaca o produto” – Magna Alves

“Pesquisas comprovam que 85% das decisões de compra são decidas no PDV, que é bom para os profissionais de comunicação esbanjar sua criatividade, produzindo peças maravilhosas que despertem e conquistam a atenção de seu público-alvo.” – Acho que é do Roberto, mas como não assinou, é anônimo ;)

“Dados mostram que a maioria absoluta das decisões de compra acontecem durante o ambiente de venda. Fica mais claro a importância de se montar um material de PDV atrativo.” – Fábio Franco

“O Design Promocional chama a atenção nas gôndolas de supermercados despertando o desejo de consumo daquele produto” – Bruno Henrique

Comentários alunos e Design Promocional

Comentários alunos marca e embalagem:

“É muito importante que o nome de uma marca tenha fácil pronuncia, seja simples, de memorizar, seja associado o nome da marca com sua imagem e se possível seja uma palavra curta. Ex.: Fox, Ka, Fiat, Doblô, Marea, etc...

A marca deve evitar sua associação a épocas, datas para não correr o risco de ficar ultrapassada.
É muito importante não criar nomes que remetem a palavras obscenas, e que possam ofender uma cultura ou sociedade.


A marca tem que se manter no mercado durante um longo período, tornando se desta maneira forte e fixando na consciência do consumidor.
Quando a marca tem uma imagem visual prática e bem produzida, e define seu conceito no mercado ela passa a se estabelecer na memória do cliente.
A embalagem serve para envolver o produto, além disso ela deve cumprir padrões de higiene, praticidade e segurança.
Embalagem possibilita ao consumidor uma relação afetiva com o produto. A embalagem causa expectativa e agrega valores, além disso a embalagem é um diferencial competitivo.
A embalagem é um principais fatores de compra do consumidor. Através da embalagem que envolve o produto, ele se sente atraído e realiza a compra.
Para desenvolver uma embalagem é preciso pesquisar:
Mercado – Concorrência – Consumidor e Produto.” - Luciana Alves


“Administrar uma marca precisa se ter uma abrangência, não só associada a um produto ou uma gama de produtos, ter dimensão, ter um posicionamento, estratégico e identidade. Ter perspectiva a longo tempo quanto mais ela for reconhecida no mercado melhor); ser estabelecida no mercado e saber como o mercado reage a minha marca e meus produtos. E não alterar os valores que sustentam as marcas [a menos que a identidade e imagem marca precisem ser remodeladas]” – Cristiane da Cunha

“Administrar uma marca é muito difícil. A marca tem que ser feita para durar. A marca deve extravasar o produto que ela oferece.
Consistência na imagem é fator essencial para a coerência de todos os produtos da marca.” Jakson Pimenta

“A marca é feita para durar, por isso o seu valor deve se atribuído desde o início.” – Daniela Leal

“Para a escolha do nome é necessário pensar na abrangência da marca, é de um só produto? Ela é uma marca guarda-chuva? Que abrange vários produtos, como a Nestlé: leite; biscoito; água...
Mesmo marcas fortes devem evitar mudanças constantes de valores. É negativo para a empresa cada dia a marca defender uma idéia. Exemplo: Boticário – Natural do Brasil, Btociário – do Jeito do Brasil, Boticário XXX do Brasil.
Embalagem – O ideal é que a embalagem chame a atenção, faça a curiosidade aumentar, aguce o paladar, contenha todas as informações necessárias do produto embalado.” – Acho que é da Carol, mas como ela não assinou é anônimo ;)

“Quando a marca está fixa na cabeça das pessoas significa que já conquistou mercado. (...)
A embalagem precisa se destacar entre as outras na gôndolas do supermercado, para chamar a atenção, dos consumidores. Mas isso precisa ser feito, com critérios que façam dessa embalagem uma fonte de informação, clara sobre o produto, além do papel de vendedor, ou seja, o consumidor tem que sentir segurança ao comprar o produto.” – Pollyana Aguiar

“A embalagem não é enfeite, ela pode e deve ser um atrativo para melhorar o desempenho de um produto. “VENDEDOR SILENCIOSO” – Quedemá Pires

“[Embalagem] Tem que: comunicar, os benefícios do produto, promover a venda, facilitar transporte, armazenar, proporcionar segurança no manuseio.” - Mariana Nunes

Design Promocional
Engloba todos os tipos de projetos que tem por objetivo a promoção de produtos ou serviços. Estes projeto deverão ser feitos de acordo com o conceito do produto e da marca da empresa.

Algumas peças de Design Promocional
Folheteria - folders, flyers, malas diretas, volantes, convites, etc.
Produtos Promocionais - calendários, agendas, camisetas, cartões, brindes, etc.
Impressos Promocionais - anúncios e encartes para revistas, jornais, balcão, etc.
Material de Ponto de Venda - cartazes, displays, backlights, galhardetes, etc.

Conforme uma pesquisa do Popai Brasil em super e hipermercados, o brasileiro é o povo que mais se expõe dentro das lojas de auto serviço no mundo, passando em média 77 minutos em compras. Esta mesma pesquisa revela que no nosso país 60% das pessoas vão às compras acompanhadas. E que 85% das decisões de compra são tomadas no PDV, Ponto De Venda, ou seja, o local onde o produto esta sendo exposto e comercializado.

Caso se projete este índice numa pesquisa feita em shopping centers, a possibilidade de que ele aumente é enorme, uma vez que o passeio pelos corredores dos shoppings já faz parte do lazer do brasileiro.

Se o passeio da família brasileira se tornou uma volta no shopping, seja para almoçar, levar os filhos ao fliperama, ao cinema, ou para fazer compras, as lojas são um atrativo e aí entra o cenário que é montado no PDV e a relação que os clientes têm com a marca. Os atributos das marcas são muitas vezes qualidades que os consumidores, na medida que se utilizam das marcas, querem que sejam atribuídas a eles.

Algumas peças de PDV:
Flâmula (simples) ou Bandeirola – podem ser fixada em haste vertical (Flâmulas), ou coladas em barbante, como as de festa junina (Bandeirola). O tamanho mais comum 46x46, e pode ter acabamento inferior: oval, reto ou em V.
Móbile - Peça promocional aérea sustentada por fios, pode ser de diversos matérias, mas deve ser fixada por um fio. Existem móbiles infláveis, de acetado, PVC, papel, etc. É uma peça muito livre, não existem padrões de criação. O ideal é que entre em contato com o fornecedor deste tipo de material e verifique com ele as possibilidades de por exemplo criar um móbile inflável, em quatro cores, no formato de um peixe.
Gôndola - Prateleiras utilizadas para exposição de produtos no PDV.
Ponta de gôndola - Espaço nobre localizado nas extremidades das gôndolas e muito utilizada para promover e aumentar giro de produtos.
Faixa de Gôndola ou Régua - Peça produzida em diversos materiais para ser colocada na parte frontal das prateleiras das gôndolas, servindo como delimitador de espaço dos produtos e/ou como aparador das embalagens, podendo conter mensagens e/ou imagens. O tamanho mais comum costuma ser de 50X7,5cm.
Testeira - Estrutura colocada no alto de display, gôndolas etc, contém algum elemento que identifica o produto ou outra mensagem.
Stopper - Elemento publicitário que se sobressai perpendicularmente à prateleira ou gôndola.
Wobbles – peça feita em PVC flexível, que pode ser fixada nas gôndolas, caixas, balcões.
Display - Qualquer elemento destinado a promover, apresentar, expor, demonstrar e ajudar a vender qualquer produto ou serviço, podendo ser colocado diretamente no solo, vitrine, balcão e gôndola. Normalmente o display é feito em papelão, é dobrável, fácil de montar e pode ser transportado com muita facilidade. Ele pode ser colocado na gôndola, sobre a mesa/balcão, ou ser uma peça de exposição.
Banner - Peça em material rígido ou flexível terminada com fio em formato arredondado ou em "V", para ser fixada verticalmente.
Corner - Conjunto de elementos de apresentação de uma marca ou de uma linha de produtos formando uma mini loja dentro do PDV.
Cartaz de PDV - Peça impressa em papel ou outra superfície, apresentando mensagem e / ou imagem, para ser fixado no PDV.
Floor Grafics – é um adesivo para o piso, colado ao chão, em frente a gôndola, garante maior visibilidade e influencia o consumidor diretamente na decisão de compra.
Ilha - expositor posicionado no PDV. Normalmente em áreas de maior circulação como no meio da loja.

25 setembro 2006

Embalagem

Pela lei nº. 366-A/97 embalagens são todos e quaisquer produtos feitos de materiais de qualquer natureza utilizados para conter,proteger, movimentar, manusear, entregar e apresentar mercadorias, tanto matérias-primas como produtos transformados, desde o produtor ao utilizador ou consumidor, incluindo todos os artigos «descartáveis» utilizados para os mesmos fins, sem prejuízo do disposto no número seguinte;
A embalagem é um invólucro que irá abrigar em si um produto. Suas funções são de

  • Conter o produto;
  • Preservar o produto para o consumo futuro;
  • Proteger o produto;
  • Atrair a atenção do consumidor;
  • Comunicar os benefícios do produto;
  • Promover a venda;
  • Facilitar o transporte e a armazenagem e;
  • Proporcionar segurança quando do manuseio pelo consumidor.

    A embalagem pode incluir:
  • O recipiente imediato do produto.
    Ex.: um frasco de um perfume;
  • Uma embalagem secundária que é descartada quando o produto vai ser utilizado.
    Ex.: embalagens de sopas desitratadas, doces, etc;
  • Uma embalagem de transporte necessária para estocagem, identificação e transporte do produto.
    Ex.: caixas de papelão usadas para acomodar os produtos para transporte.
A embalagem não é um enfeite. Seu tamanho, sua propriedades físicas e o fato que protege os produtos e torna imperecíveis os alimentos, faz da embalagem uma necessidade social. É a providência mais simples que uma empresa pode implantar para melhorar o desempenho de um produto no mercado.

Uma vez que antigamente, o balconista era o vendedor dos produtos; este cuidava de fortalecer a identidade dos produtos junto aos consumidores. Hoje, esta figura humana não existe mais. É a embalagem que vai ocupar seu papel nas prateleiras, o ano inteiro.

A embalagem tem que agradar ao consumidor, porque sabe que quando as pessoas vão ao supermercado, 70% das decisões são tomadas junto à prateleira, e no Brasil os empresários tem dificuldade de investir em publicidade. Os supermercadistas afirmam ainda que é a embalagem que faz o “show” no ponto-de-venda, e o design, a “atratividade”, o ponto fundamental de uma boa embalagem.

Dessa maneira, elas devem enviar uma mensagem clara, facilmente reprodutível na mídia visual. Dos cerca de 10 mil produtos expostos nas prateleiras dos supermercados, estima-se que apenas 5% possuam propaganda massiva na mídia.

Daí a necessidade dos atrativos visuais da embalagem, a qual acaba tornando-se uma espécie de "vendedor silencioso". Percebe-se, portanto, a importância da embalagem no mercado consumidor. A globalização mercadológica promove uma oferta cada vez maior de produtos, na mesma proporção da exigência da qualidade.

Uma boa metodologia a ser seguida no desenvolvimento do projeto de embalagens é composta pelos dez pontos, a seguir:

1 - Conhecer o produto
2 - Conhecer o consumidor
3 - Conhecer o mercado
4 - Conhecer a concorrência
5- Conhecer tecnicamente a embalagem a ser desenhada
6 - Conhecer os objetivos mercadológicos
7 - Ter uma estratégia para o design
8 - Desenhar de forma consciente
9 - Trabalhar integrado com a indústria
10 - Fazer a revisão final do projeto

Marca

Comentários de alunos Identidade X imagem.

“As pessoas se identificam pela marca quando ela é positivas e também quando ela é negativa.
Importante ressaltar que a marca quando se torna forte, é muito mais válida que os equipamentos.
Os valores agregados a uma marca influência no setor finaceiro, político e social do mercado consumidor.
Uma marca para se diferenciar no mercado tem que buscar sempre o melhor, levar em consideração seus concorrente, prezar pela qualidade e satisfação do cliente.
Identidade corporativa é como a empresa gostaria de ser vista, tanto sua essência, quanto suas características, apresenta sua personalidade e seus conceitos.
Imagem corporativa é como o público vê a empresa (marca). Imagem resulta no papel que é transmitido pela identidade corporativa, através de pesquisas de mercado.
A imagem de um produto e/ou marca influência nos hábitos, gostos de seu consumidor. Através da imagem as pessoas agregam valores sentimentais e emocionais.” – Luciana Alves

“Para alterar o posicionamento ou revitalizar uma marca, não adianta alterar somente o visual, tem que repensar a nova mensagem que a empresa quer passar, não pode mudar totalmente a missão porque os consumidores podem não se identificar mais com a marca, sendo assim, os produtos não conseguirão abertura aos consumidores.” - Alice Natalie.

“Um bom conceito deve ser agregado aos valores da empresa, valorizando sua imagem e identidade” – Alex Willian

“Produto novo tem que ter uma comunicação mesmo que for boca a boca.” – Pollyana Marques

Alguns critérios devem ser considerados no desenvolvimento de uma marca:

  • Facilidade de pronunciar, soletrar e ler;
  • Se possível, palavra curta;
  • Expressividade, reconhecimento e memorização fáceis;
  • Associação à imagem do produto;
  • Eficácia para a propaganda, sendo adaptável a qualquer veículo, meio de impressão e tamanho de fonte;
  • Desvinculação de tempo ou de época, para não ficar ultrapassada;
  • Adaptabilidade às necessidades de embalagem e rotulagem;
  • Ausência de conotações obscenas, ofensivas ou negativas.


Segundo Luis Rasquillha, administrar uma marca exige conhecimentos. Além da visão global que os gestores devem ter, todos os pormenores contam. Existem oito pontos-chave que nunca devem ser esquecidos:

  • Abrangência: Uma marca não está só associada a um produto ou uma gama de produtos.
  • Dimensão simbólica: Qualquer marca, para ser forte, tem que apelar a algo de profundo, de mítico.
  • Posicionamento estratégico e identidade: Mais importante do que a forma como a empresa analisa e vê a sua marca é a percepção que o mercado tem dela.
  • Perspectiva a longo prazo: hoje em dia, ter uma marca reconhecida no mercado é uma necessidade, não se pode dispensar.
  • Estabelecimento de uma categoria: Uma grande marca deve extravasar os limites do produto ou serviço ou da gama de produtos ou serviços que disponibiliza.
  • Estabelecimento de uma relação emocional: Quando se fala em produtos de determinadas marcas, o fator emocional é muito importante.
  • Consistência na imagem: Um fator essencial é a coerência de todos os produtos da marca.
  • Valor duradouro: Um erro a que deve se evitar é o de alterar os valores que sustentam as marcas.

22 setembro 2006

Identidade corporativa X Imagem corporativa

É o conjunto de atributos que torna uma empresa especial, única. Esses atributos podem ser classificados de essenciais e acidentais. Os atributos essenciais, como o nome diz, são os que definem a essência da empresa. Os atributos acidentais contribuem para a descrição da empresa, mas não definem a sua essência.

Identidade da marca, missão, o que ela quer passar. Como a empresa deseja ser vista. Refere-se à personalidade e cultura da empresa, à visão interna do staff sobre a própria organização.

Assim sendo, é fácil compreender que para alterar o posicionamento ou revitalizar uma marca não basta alterar o seu componente visual, mas implica repensar a própria forma de negociar e de todo o processo necessário a disponibilizar o produto ou serviço, pois cada componente da empresa comunica por si e contribui para a imagem mental ou mundo simbólico coletivo – a marca.

A identidade corporativa se traduz e se manifesta de várias maneiras: na marca gráfica da empresa, nas suas comunicações (interna e externa), no seu ambiente de produção ou atendimento, no tratamento que dá ao cliente, nas apresentações de seus profissionais, no seu material impresso, no seu nome, no seu portfólio de produtos, etc.

Todas essas manifestações contribuem para a construção da imagem corporativa.
Ao contrário da identidade corporativa que define quem a empresa é, a imagem corporativa define como a empresa se parece, como ela é percebida. Imagem é como o consumidor vê a empresa.

A imagem corporativa refere-se a uma análise feita pelos públicos, que resulta de todos os dados provenientes da organização (podendo dar azo a diferentes interpretações ou imagens).

Com relação à imagem corporativa, Minguez (1999) a define como “o conjunto de significados que uma pessoa associa a uma organização”. Discute ainda que o processo de formação de uma imagem é um processo sempre complexo, pois é o resultado de uma abstração que cada indivíduo forma em sua mente a partir de operações de simplificação com atributos mais ou menos representativos para ele.

Estes atributos, são , em sua maioria, provenientes de três fontes de informação: os meios de comunicação de massa, as relações interpessoais e a experiência pessoal. Em resumo, a imagem corporativa é constituída por retalhos do que a empresa é, o que a empresa faz e o que a empresa diz.

A imagem positiva de uma empresa fortalece a identidade, ou seja, a marca se sobressai.

Um bom conceito deve ser agregado aos valores da empresa valorizando sua imagem e identidade

A administração da identidade é o reflexo da imagem. Se uma empresa tem uma boa imagem, conseqüentemente sua identidade foi construída com bases sólidas e responsabilidade.

A MARCA É O CONJUNTO DE TODOS OS VALORES AGREGADOS DA EMPRESA. ELA REPRESENTA A EMPRESA, SEU PRODUTO, SUA FILOSOFIA E POSIÇÃO DE MERCADO.
É AO MESMO TEMPO A IDENTIDADE E IMAGEM DA EMPRESA

Comentários dos Alunos - Marcas

“Marca não é só um nome ou desenho é um ‘fixante’ na cabeça do consumidor” – Pollyana Aguiar

“Marca – desenho [que pode ser figuras como letras e números – Kaorí] que você utiliza para caracterizar um produto, agrega informações por trás de uma imagem. (...) A marca é um dos principais recursos de uma empresa. Através dela você cria finalidade, diferencial de mercado além de se destacar dos seus concorrentes” – Luciana Alves

“O registro da patente é importante para manter a originalidade, a origem e principalmente: o esforço de tempo que levou a empresa/pessoa a desenvolver a idéia do produto. (...) O poder da marca é exprimido pela força que ela tem para influenciar o gosto (opção) e a presença no inconsciente das pessoas.” – Fábio Franco

“Mas a marca só por marca não vende, (...) tem que ter a marca como valor agregado.” – Leo Medeiros

“Se um produto de uma determinada marca falhar toda a marca pode sofrer influência negativa do mercado” – Álvaro Vilaça

“Propagandas no final de ano de certos produtos valorizam ainda mais a marca por causa da sua mensagem, criatividade, emoção. Sem dúvida vende mais, pois fica no subconsciente, como Coca-cola e Sadia.” – Jerusa Nascimento

Marca

Marca, segundo a lei brasileira, é todo sinal distintivo (palavra, figura, símbolo etc.) visualmente perceptível, que identifica e distingue produtos e serviços de outros iguais ou semelhantes, de origens diversas, bem como certifica a conformidade dos mesmos com determinadas normas ou especificações técnicas (Lei nº 9.279/96).
Esses conjunto de sinais podem ser palavras, incluindo nomes de pessoas, desenhos, letras, números, formas tridimensionais, sons e até sinais olfativos ou sonoros.

Marcas nominativas bem conhecidas são, por exemplo, Coca ColaTM. e NikeTM.

Marcas sonoras: O som do motor da moto Harley Davidson (marca retirada em 2000), o plin-plim da Globo, o grito do leão da MGMTM

Marca olfativa: Na União Européia, o "cheiro de grama cortada" foi registrado em 2000 como marca para bolas de tênis.

O registro de nomes comuns pode às vezes causar disputas, como nos casos das marcas HavanaTM e AçaíTM

Três fatores que mostra a força da marca:

Concorrência, os produtos estão cada vez mais parecidos em qualidade, devido a tecnologia. Com a abertura do mercado internacional a concorrência externa está cada vez mais forte.

O consumidor está cada vez mais consciente, tanto sobre seus direitos, quanto aos produtos, preços, promoções, qualidade.

A distribuição, os produtos são mais facilmente encontrados. Por exemplo, não precisa ir a Paris comprar um perfume francês, ou um vinho, os encontra em importadoras, grandes lojas ou até mesmo em supermercados. Não precisa mais sair de casa para comprar um livro raro, basta conectar à Internet e fazer o pedido do livro em algum site de vendas como o Submarino.

Com produtos tão semelhantes, de fácil acesso e o consumidor de posse destas informações o que fará diferença na escolha de um produto será a marca, seguida de preço e qualidade.

A Marca é mais forte do que o produto. Para a função do produto, a marca adiciona personalidade. Para a performance do produto ela adiciona exclusividade. Ela dá emoção e credibilidade ao produto, ela reflete toda a empresa e seus valores. Marca passa a ser compreendida não apenas como desenho, mas com a filosofia da empresa, a imagem desta perante o mercado, assim com um carimbo é para um médico.

Uma marca forte é o caminho mais seguro para se garantir a rentabilidade para a empresa. Ela dura mais que as instalações e equipamentos, e tende a se tornar mais valorizadas com o tempo, ao contrário das máquinas que se tornam obsoletas.
A marca é o maior patrimônio de uma empresa, seu espólio vale mais do que a parte física da mesma. Imagine se como dono da Coca Cola e pedindo um empréstimo em um banco.

Para construir marcas de sucesso pode se observar os seguintes procedimentos:
- Persiga a qualidade como se a vida da marca dependesse disso;
- Crie um forte diferencial no seu mercado específico;
- Não subestime nem superestime nenhuma ferramenta de marketing e
- Lute para dominar.

Com relação a registro no Brasil de marcas olfativas tem esse link, bem legal! Ainda não é feito o registro no Brasil, mas deve se tornar uma tendência.
http://www.inpi.gov.br/ultimas_noticias/clipping/Ano2005/mai2005/clipping_06_05_2005.htm

01 setembro 2006

Peça - Criatividade

Oi, gente,

vão ai os comentários da Lu Amaral e do Fábio. A Lu Alves esqueceu de me entregar e eu esqueci de pedir. Ela lembrou, mandou e eu atualizei agora!!! 19:40
Vai também os nomes de quem mais trouxe trtabalhos muito bons!
Alice, Aline Brandão, Álvaro, Dani Batista, Filipe, Jerusa, Lídia, Magna, Mariana, Quedemá, Pollyana Marques, Tiago, Alexandra e Léo.

"Peça gráfica escolhida: catálogo com papéis fotográficos
Justificativa: A criatividade se encontra na forma como esse mostruário foimontado. Normalmente encontramos mostruários onde temos a explicação domaterial e em seguida um pedacinho desse material para a pessoa saber decomo é feito. Já esse catálogo a explicação (a finalidade/utilidade) vem escrito no próprio material, no caso, no próprio papel fotográfico." Luciana Amaral

"O site
http://www2.foxsearchlight.com/thedreamers/ é um exemplo inquestionável de um excepcional trabalho de design. Primeiro, porque quando se cria um site que revela informações do filme, esse precisa recriar toda linguagem e atmosfera artística e bem sucedida de um grande diretor feito Bernardo Bertolucci (O Último Imperador e Último Tango em Paris). O layout de apresentação do site parece muito simples, mas para quem já assistiu ao filme entende a efervescência do conjunto que forma essa obra fabulosa de Bertolucci. O botão “The Experience” leva o navegante ao universo das discussões do filme (onde Paris na década de 60 é cenário de uma revolução estudantil), além de apresentar uma perfeita harmonia de cores, luzes, sombras e sons, bem ao estilo inconfundível de Bertolucci. Por fim, o site explora o melhor das técnicas de um bom design digital e leva aos amantes do cinema europeu/americano a uma descoberta de um assunto tão delicado, de forma sutil e única."
Fábio Franco


"Criatividade é quando se obtem novas idéias, que são realizadas de maneira inteligente, prática e surpreendente. Essas idéias são bem elaboradas, com um toque de irreverência e na maioria das vezes absorvidas de forma rápida.
A campanha da camisinha OLLA é muito criativa, já que utiliza o texto e o formato do outdoor para transmitir a mensagem, para os mais variados públicos. Com inovação e muito bom humor, cria-se uma publicidade bem elaborada de forma simples e inesquecível.

OBS: SIte para visualizar a campanha.
www.age.com.br"
Luciana Alves

28 agosto 2006

Metodologia

É o estudo dos métodos. Tem como finalidade captar e analisar as características dos vários métodos disponíveis, avaliar suas capacidades, potencialidades, limitações ou distorções e criticar os pressupostos ou as implicações de sua utilização. Além de ser uma disciplina que estuda os métodos, a metodologia é também considerada uma forma de conduzir a pesquisa

Para desenvolver soluções de design, não bastam criatividade e habilidade. É preciso ter uma forma organizada de trabalho, que permita ao cliente acompanhar - e compreender - o processo do design.


A Associação dos Profissionais em Design do RS formou uma comissão para desenvolver uma metodologia aplicada a projetos de design, fruto de uma discussão constante da Apdesign.

A Rede Gaúcha de Design adotou esta metodologia como linha mestra para a sua prestação de serviços:

A Demanda

Identificação da Demanda [ Contato designer x cliente]

Contato entre o cliente e o designer, onde este avalia as necessidades do cliente, identificando com clareza a natureza de sua demanda, a abrangência do projeto, os prazos, verba disponível e todas as informações pertinentes ao desenvolvimento do trabalho.

Proposta Comercial [ Elaboração e apresentação ao cliente ]

A elaboração da proposta comercial deve considerar todos os aspectos levantados no primeiro contato com o cliente. A redação deste documento deve explicar de maneira clara e objetiva todas as responsabilidades de ambas as partes, definindo o objeto da proposta, a metodologia do trabalho, prazos, honorários e formas de pagamento.

Proposta Aprovada? [ Inicia-se o Projeto ]

Uma vez definido, por comum acordo, o texto final com as condições da proposta comercial, o cliente deverá assiná-la, firmando assim um acordo ou contrato de prestação de serviço.

O Projeto

Planejamento

Briefing de Projeto [ Reunião com cliente e Roteiro de briefing ]

Etapa fundamental para o desenvolvimento de trabalho, o briefing, fruto de uma reunião do designer e o cliente, deve ser construído por ambos e deve contemplar todos as informações objetivas e subjetivas, os condicionantes e os limitantes do projeto.

O briefing deve responder qual o OBJETIVO do trabalho, deve descrever os problemas que indicam a necessidade do projeto e os possíveis benefícios com a sua implantação.

Cronograma

Após a construção do briefing, deve-se determinar o cronograma do desenvolvimento do trabalho com a indicação das datas de conclusão de cada etapa do projeto, bem como os dias programados para as reuniões de apresentação ao cliente.

Levantamentos e Investigação

A etapa de levantamentos visa conhecer todos os dados relativos ao contexto do trabalho e deve confirmar as informações descritas no briefing. Nesta etapa todas as fontes de informação possíveis devem ser investigadas a fim de que todos os dados relativos ao projeto sejam reunidos para análise.

Análise das Informações [ Relatório Conclusão para cliente ]

Etapa de organização da informação. Armazenam-se todos os dados relevantes e descartam-se os dados menos importantes.

Desenvolvimento

Conceituação do Projeto

Esta etapa prevê o desenvolvimento do conceito do trabalho que se manifesta através da definição do posicionamento, da personalidade, e das características gerais do projeto.

Este conceito deve ser expresso em palavras, imagens e desenhos que representem e determinem a idéia mestra do projeto. É a etapa que condensa o processo de projeto. É o espaço da síntese, dos princípios norteadores de todo o projeto.

A Demanda

Identificação da Demanda [ Contato designer x cliente]

Contato entre o cliente e o designer, onde este avalia as necessidades do cliente, identificando com clareza a natureza de sua demanda, a abrangência do projeto, os prazos, verba disponível e todas as informações pertinentes ao desenvolvimento do trabalho.

Estudos Preliminares e Aprovação do Cliente

É na etapa dos estudos preliminares que se materializam em textos e em desenhos esquemáticos, ou esboços (“roughs”), as características conceituais (formais, cromáticas, funcionais, etc.) que deverão ser incorporados no projeto, para que se atenda aos problemas detectados nas fases anteriores.

É o momento no qual as diretrizes conceituais e visuais enfrentam a realidade do problema em seus principais aspectos, para que deste enfrentamento surjam as soluções concretas. É a fase da proposição. Sugere-se uma reunião com o cliente para aprovação desta etapa.

Anteprojeto

Nesta fase materializa-se o conceito do projeto, define-se o design, as cores, as formas, as tipografias, a diagramação, o planejamento gráfico, os materiais, os acabamentos, ou seja, todos os aspectos que envolvem a solução final do projeto.

Este processo leva a escolha de uma (ou mais de uma) opção projetual, que poderá ser representada através de um modelo (ou "layout") ou materializada através de uma maquete ou mock-up (tamanho natural) com materiais simulados. Necessita de aprovação do cliente.

Orçamento Preliminar de Custos de Produção e Aprovação do Cliente

Se julgar necessário, o designer poderá apresentar ao cliente, junto com o anteprojeto, uma estimativa de custos de produção previamente solicitada aos fornecedores capacitados para a execução do projeto.

Projeto Final e Aprovação do Cliente

É quando se define o processo executivo do projeto. Nesta fase descrevem-se todos os dados técnicos e referências gerais necessárias à produção do projeto. São os desenhos técnico-construtivos, são artes-finais, são os arquivos e documentos que serão interpretados pelos encarregados da produção do trabalho. É a fase de revisão final, é a fase da pré-produção. Nesta etapa também é necessária a aprovação do cliente.

Produção

Orçamento Final e Aprovação do Orçamento

O designer deve apresentar o projeto aos fornecedores a fim de solicitar um orçamento final para execução/ produção do projeto. Sugere-se que esta solicitação seja feita no mínimo a dois fornecedores.
O cliente deverá aprovar previamente os orçamentos antes do início da produção.

Execução do Projeto

Etapa de produção do projeto. É quando o trabalho do designer se materializa. O desempenho do fornecedor é relevante para qualidade do projeto.

Protótipo

A fim de garantir a qualidade da execução, pode-se solicitar ao fornecedor uma prova de impressão ou protótipo. No caso dos projetos de design de produto, após a avaliação dos protótipos, é produzida a cabeça-de-série, que é a primeira leva de produtos com produção seriada.

Supervisão da Execução

Durante a execução, o designer deverá acompanhar a produção a fim de supervisionar o trabalho dos fornecedores, comprometendo-se deste modo com a qualidade dos produtos finais que serão entregues ao cliente.

Entrega do Produto Final e Aprovação do Cliente

Conclusão da produção. O designer deve acompanhar a entrega dos produtos finais ao cliente. É importante, neste momento, redigir um relatório de conclusão.

Documentação [ Registro do Trabalho ]

Etapa final do trabalho, onde o designer deverá documentar, arquivar, fotografar e incorporar o projeto ao seu portfólio.

Conhecer o consumidor:

  • Idade
  • Classe social
  • Tribo
  • Sexo
  • Buscar sites que esse consumidor acessa, comunidades no orkut, lugares que freqüentam, reportagens que falem sobre essa tribo. Músicas que ouvem, artistas que mais se identificam. Como o consumidor vê o produto perfume, porque ele usa perfume?

Conhecer o produto perfume:

  • Historia do perfume: existe desde quando? Por que começaram a usar perfumes? Qual a relação dos seres humanos com o aroma? Curiosidades sobre perfume.
  • Como o consumidor vê o produto
  • Quais são os concorrentes do produto, diretos e indiretos

25 agosto 2006

Criatividade X Design

Criatividade sugere de imediato o aparecimento de uma obra instantânea, algo do tipo inspiração, que vem sem esforço algum. Mas será que criatividade é isso mesmo?
Segundo Ellen Kiss a “criatividade é a geração de novas idéias, ou novas formas de olhar os fatos, ou mesmo a identificação de novas oportunidades, algumas vezes através da exploração de novas tecnologias, outras vezes por mudanças sociais ocorridas no mercado”
A criatividade pode ser novos arranjos de idéias e conceitos já existentes formando novas táticas ou estruturas que resolvam um problema de forma incomum, ou obtenham novos resultados de valor para um indivíduo ou uma sociedade. Criatividade pode também fazer aparecer resultados de valor estético ou perceptual que tenham como característica principal uma distinção forte em relação às ‘idéias convencionais’.
Armando Pilla também ressalta que a “criatividade é sinônimo de SOLUÇÃO DE PROBLEMAS. Ela só existe, ela só se exprime, face a um problema real, como aplicação para um problema real. Não há criatividade sem problema referente.
Ela sempre parte de um problema, na maioria esmagadora ou então vai ao problema em situações excepcionais. Contudo a criatividade é sempre componente ativo de um problema, verdadeira razão de ser de tudo o que se compreende como solução de problemas.
Ao se enxergar a criatividade como parte do problema, ela se torna a solução. E deve se lembrar que solucionar problemas é uma das características do Design.
A partir deste ponto fica fácil perceber que a criatividade se alia ao Design, ao buscar a melhor solução para uma determinada questão
Como chegar a essa solução que é o cerne da questão. Será que para ser criativo precisar ser mirabolante? Revolucionário? Nunca visto antes? Ou a solução mais criativa pode ser a mais óbvia e por isso mesmo a mais difícil de enxergar?
Armando Pilla dá algumas dicas fundamentais para que o processo de criatividade seja mais simples:
“Preparação: Neste momento estamos a frente de um problema (qualquer que seja ele) e partimos para a coleta do maior número de informações sobre ele. Dados, números, etc. Após o levantamento de dados passamos a pensar sobre o problema com base nas informações de que dispomos. Devemos ler, discutir, anotar, colecionar e cultivar nossa atenção sobre o assunto.”
“Incubação: Nesta fase do processo você se desliga, descansa do problema. Porém mantém uma pequena luz acesa (dizendo que o problema ainda não foi resolvido).”
“Iluminação : Esta fase ocorre nos momentos mais inesperados de nossa vida. É o momento em que as soluções aparecem repentinamente. É quando visualizamos a solução do problema. É o clássico EUREKA de Arquimedes.”
“Verificação: Neste estágio volta tudo à realidade. O intelecto tem de terminar a obra que a imaginação iniciou. Neste momento o isolamento não é aconselhável, pois necessitamos das reações alheias, através de testes, críticas, julgamentos e avaliações.”
Fica claro que o famoso insight não vem do nada, surge como uma inspiração divina. Ele vem do conhecimento que se adquire sobre o problema e da bagagem cultural do solucionador de problemas.

21 agosto 2006

Especialidades e áreas do Design

Há diversas divisões e subdivisões, que variam de acordo com a metodologia e visão do design aplicada, variando pelo enfoque principal das preocupações ao se projetar: design de interfaces e web, design cênico, design informacional, design ambiental, design social, entre outros

Design de identidade

Identidade visual - Conjunto de códigos visuais (marcas, cores, tipografia etc) e aplicações de um programa de identidade para eventos, empresas, produtos e serviços. Manual de identidade com projeto e documentação de suas aplicações

Design de publicações
Capas de livro, livros de texto, infantis, infanto-juvenis e ilustrados - em que as imagens (ilustrações, fotografias etc) cumpram um papel relevante na configuração do produto. Jornais, revistas, periódicos diversos, infográficos - dispositivos visuais de informação em qualquer tipo de publicação impressa, impressos institucionais, quadrinhos, cardápios, manuais e publicações de referência, manuais de instrução, dicionários, publicações didáticas e de referência técnica, publicações comemorativas, edições únicas e/ou limitadas, catálogos de produtos diversos, programas de espetáculos, projetos de captação, formatos e usos não convencionais, cadernos, calendários, agendas, impressos de segurança como selos, cédulas e moedas, passaportes, documentos de identificação, cartões de crédito, ingressos.

Design promocional
Cartazes Publicitários, culturais, sócio-políticos, brindes, calendários, material de papelaria (agendas, blocos, canetas, mouse-pads etc) peças de vestuário (bonés, camisetas, sacolas, acessórios etc), convites, peças de mala direta, postais, filipetas, portfólios, design gráfico de produtos ligados ao ponto-de-venda ou à exposição pública (displays de produtos, dispositivos de ponto-de-venda, quiosques, aplicação em veículos etc), kits - conjunto contendo brindes, amostras, releases para imprensa, incluindo a embalagem. Design gráfico e direção de arte em anúncios veiculados em mídia impressa (jornais, revistas etc). Peças individuais ou série.

Design em espaços
Sinalização -
Sistemas e equipamentos de sinalização que cumpram as funções de identificar e direcionar, obrigar e proibir condutas ou usos, advertir para riscos e ainda veicular informações tais como endereços, horários, notícias históricas etc.

Ambientação - Instalações ambientais concebidas em conjunto com a comunicação visual ou projetos de comunicação visual intimamente vinculados à arquitetura, cumprindo finalidade identificativa, informativa, instrutiva, decorativa, simbólica, promocional, etc.


Design em movimento
Aberturas de filmes para cinema e televisão, programas, seriados, etc. Vinhetas para comerciais, intervalos, chamadas e afins. Animação, videografismos, infográficos, efeitos especiais, modelagem digital, animações diversas. Sites, hotsites, componentes (banners e outros elementos individuais) e games. Peças de multimídia como quiosques, CD-ROMs, interfaces digitais, menus de DVD, screensavers, publicações interativas e publicações digitais como: e-books, e-magazines etc.

Design de tipos
Texto, Caligráficos, Dingbats: Conjunto completo de glifos do conjunto latino para uso no Brasil.

Design de embalagens
Embalagens para CDs, DVDs, LPs, jogos, videogame, troféus, medalhas, painéis e aplicações gráficas em eletrodomésticos, jogos, produtos gráficos tridimensionais etc.

Design gráfico em produtos
Projeto gráfico aplicado a produtos: design de superfícies, têxteis, vestuário, vidros, cerâmicas, troféus, medalhas, painéis e aplicações gráficas em eletrodomésticos, jogos, produtos gráficos tridimensionais etc.

14 agosto 2006

A origem do design

Olá, pessoal,

fica aqui o trabalho do Felipe, do Álvaro e do Tiago. Parabéns, meninos.

Design Gráfico
"Design gráfico é uma atividade especializada de carater técnico científico, criativo e artístico, que utiliza imagens e textos para efetuar a comunicação e que busca o desenvolvimento de projetos gráficos, levando se em consideração fatores tecnológicos, econômicos, sociais, culturais, estéticos e outros, que atendem concretamente ás necessidades humanas." Álvaro.
"Design gráfico é uma forma de comunicação não-verbal, ou seja, inteiramente visual. Ela trabalha com uma inter-relação textual e imagens com a finalidade de transimissão de coneitos e idéias pelos mais varidos meios de comunicação." Felipe Mendonça

"Menos é mais.
Design Gráfico é uma atividade voltada para a comunicação, e é por isso que ela está diretamente ligada á produção gráfica, para comunicar –se os designers usam de signos que possam transmitir a mensagem. Dentro de uma peça gráfica por exemplo, tudo tem que ter um porque, as fontes, as cores, o layout, tudo deve ser adequado para o público a qual se deseja transmitir a mensagem.
Um exemplo disto é a logomarca da banda de reggae Manitu, olhando apenas as cores presentes nela percebe-se que trata-se de uma banda de reggae uma vez que as cores são características, a fonte mostra um estilo jovem e despojado da banda. Estas coisas comunicam-se inconscientemente conosco. " Tiago


O Design tem seus pilares em movimentos artísticos e na arquitetura.

No Século XIX William Morris, designer, poeta e teórico social, inicia o movimento que daria origem ao design de hoje. Revalorizou a tipografia clássica, criou estamparias para papeis de parede e tecidos. Sua importância como designer se dá devido ás padronagens e sua preocupação com a industria gráfica.

No final do século XIX, arquitetos norte-americanos Louis Sullivan e Frank Lloyd Wright, aprimoraram as formas dando funcionalidade às construções. E essa funcionalidade iria se refletir no design.

No começo do século XX, através dos movimentos artísticos, o design sofreu influências. E principalmente da Bauhaus. Uma escola que reuniu e consagrou grandes nomes da arte moderna. Unindo concepções artísticas e idéias colhidas das duas primeiras décadas do século, fez com que a escola tivesse como objetivo formar arquitetos, pintores e escultores em um ambiente de oficina. A escola é reconhecida como responsável pela introdução na arquitetura, no design de interior e onde a tipografia tornou-se curso graduado em 1925. Além de ser considerada fundadora do design industrial, do Estilo Internacional (simples e funcional, além de ter sido a lançadora dos fundamentos do estilo do design industrial).

O design, sob influência da Bauhaus, recebeu mestres incríveis como Paul Klee, Wassily Kandinsky, Moholy-Nagy, Josef Albers e Herbert Bayer. Paul Klee revolucionou a pintura através da sua visão einsteiniana e seu inconsciente freudiano; Wassily Kandinsky explorou a geometria e as cores primárias; Moholy-Nagy incentivou o uso da tecnologia através de fotos montadas e coladas, inovando as imagens visuais e simplificando a tipografia; Josef Albers intensificou o movimento do design bidimensional e a complexa teoria da cor; Herbert Bayer fundamentou o estilo tipográfico da Bauhaus, predominando as letras minúsculas para títulos e nomes.


Em 1933, depois do fechamento da Bauhaus, o design industrial começou a crescer e o design gráfico desenvolveu uma assimetria instituída. A tipografia se formava com novas expressões, as cores primárias como vermelho, amarelo e azul, receberam outra ênfase, assim como as formas primárias, o círculo, o quadrado e o triângulo. A publicidade se tornou importantíssima por ter sido curso da Bauhaus no final da década de 20. Passada a década de 60, o movimento artístico modernizado, chamado de "Pop", caracterizou-se pelo estilo dadaísta com imagens mais comerciais do design gráfico, sendo aplicado na publicidade e na indústria de embalagem.

Pode se citar alguns movimentos artísticos que influenciaram o design:
Art Nouveau, considerado o alarme falso do movimento moderno com a formação de um estilo artístico aplicado em pôsteres. Embora o Art Nouveau seja uma manifestaçáo típica do século XIX, podem-se encontrar traços desse movimento nos layouts tipográficos dos anos 60 e mesmo da década de 70. Os trabalhados caracteres da família de tipos Bookman, o arredondado da família Cooper Black e o renascimento de alfabetos antigos e ornamentados. Destaque para sua influência na criação de marcas comerciais e sua criação e desenvolvimento dos modernos posters.

Construtivismo Russo
Uma das metas de Construtivismo era combinar palavras e imagens numa experiência simultânea, tanto na página impressa quanto no filme. Este tratamento das imagens visuais, então revolucionário estava destinado a influenciar o futuro da comunicação de idéias. A composição palavra-imagem iniciava então, o primeiro passe para o fotojornalismo. Ao Construtivismo se deve também a utilização de novas técnicas visuais, como a fotomontagem, os fotogramas e a superposição. Todos estes esquemas, amplamente usados pelos censtrutivistas na criação de seus cartazes de cinema, alargaram o potencial da página impressa



Art Déco, foi contrária à simplicidade do design moderno, desenvolvendo elegantes embalagens, extravagantes cenários e tipos de letra com filigranas, ousando no brilho e no colorido; Ao contrário do design criado pela Bauhaus, no art déco não há exigência de funcionalidade. A origem do Art Déco é, geralmente, localizada em Paris, mais precisamente na Societé des Artistes Décorateurs (grupo que serviu para dar nome ao estilo), mas na verdade suas raízes são muitas e variadas. Embora deva muito da sua formação ao Art Nouveau, o Art Déco abandonou as curvaturas livres e a espontaneidade em favor de um design mais ordenado geometricamente.
De Stijl e Bauhaus, respeitava um design assimétrico a partir da evolução do Cubismo proposta por Piet Mondrian. Após o fim da Bauhaus este estilo foi se expandindo às formas de material impresso como anúncios, cartazes, livros, folhetos e revistas.
Os designers do grupo De Stijl fizeram-se notar pela rigorosa precisão com que dividiam o espaço, algumas vezes contrastando as divisões com linhas negras; pela tensão e pelo equilíbrio, alcançados com a assimetria; por seu arrojado e criativo uso das formas básicas e das cores primárias; e pela máxima simplicidade de suas soluções. Eles criaram o termo neoplastícismo, para designar sua concepção de pintura bidimensional, e o termo acabou se tomando sinônimo do estilo do grupo em geral.

O design continua evoluindo e rompendo barreiras, como por exemplo, as vinhetas da MTV, a editoração da revista TRIP, a influência da internet nos outros suportes. A partir do avanço da tecnologia e do mercado reafirmaram as propostas do design, de agregar valor ao produto.

Comentários alunos

Olá, pessoal,
Segue aqui os trabalhos do Jackson, da Quedemá, da Magna e da Alice que eu esqueci de pegar.
Lembrem se que a Dani Batista também fez um ótimo comentário.



Produção Artesanal X Industrial

A embalagem da cachaça que a Alice levou para sala. Tem uma parte feita artesanalmente, que envolve a garrafa usando folhas de bananeira. E tem outra parte feita industrialmente e que é um exemplo perfeito de peça de design gráfico. O rótulo, que é impresso através de máquinas. – Alice

A produção artesanal está diretamente ligada ao trabalho manual, ou seja, a mão do homem é a principal ferramenta de trabalho. Isso faz com que os objetos sejam personalizados.
Com o surgimento da indústria houve a necessidade de aproximação da máquina com as atividades do artesão. Com as populações cada vês maiores era necessária uma maior quantidade de objetos para satisfazer as necessidades do homem. Enquanto um aretesão produzia uma única cadeira, com a ajuda da máquina era possível produzir um número muito maior, Devido a isso, aconteceu a revolução mecânica que tinha por objetivo de atingir o grande crescimento das populações. Produzir objetos mais baratos, em menor período de tempo e em grande escala para que um número maior de pessoas pudessem adquiri-los. Essa revolução causou profundas mudanças na sociedade, a reprodução em série facilitou o acesso das pessoas aos bens de consumo. Exemplo: Agenda feita manualmente e Almanacão da Tuma da Mônica.


Os escribas – A palavra escriba procede do latim, do verbo “scribere”, que significa “escrever. Na antiguidade, os escribas eram homens que atuavam como copistas e redatores das leis. Geralmente feitos com peles de animais.
A tipografia clássica baseia-se em pequenas peças de madeiras ou metal com relevos de letras e símbolos – os tipos móveis. Tipos rudimentares foram inventados inicialmente pelos chineses. Mas, no século XV, foram redescobertos, por Gutenberg, com a invenção da prensa mecânica.
Impressão digital
As impressoras são tipicamentes classificadas quanto à escala cromática (em cores ou em preto-e-branco), páginas por minuto (medida de velocidade) e tipo. Exemplo uma imagem dos manuscritos do mar morto e a folha de papel impressa pela impressora.- Jackson

Gutenberg em 1442, imprimiu o primeiro exemplar na sua prensa original – um pedaço de papel com onze linhas. Algum tempo depois ele fez sua primeira impressão em maior escala, cerca de 180 impressões da Bíblia. Hoje cerca de quatro desses originais ainda existe. Gutenberg estava criando o sistema de impressão tipográfica. Antes porém que ele fizesse essa descoberta o processo era todo manual, os livros eram verdadeiras obras de arte, feitos a mão, artesanalmente confeccionados, em menor escala.
Para ilustrar a maneira artesanal de criar peças únicas, no ano de 1999, eu pesquisei e coletei dados sobre o sangue, o coração e seu sistema cardiovascular reunindo todos os dados obtidos, juntamente com várias ilustrações sobre o tema.
Uma homenagem ao meu pai que sofreu de problemas cardiovasculares.

11 agosto 2006

Design Conceitos

Design Gráfico

"Design industrial é uma atividade criativa cujo objetivo é determinar as propriedades formais dos objetos produzidos industrialmente. por formais não se deve entender apenas características exteriores mas, sobretudo, as relações estruturais e funcionais que fazem de um objeto (ou de um sistema de objeto) uma unidade coerente tanto do ponto de vista do produtor quanto do consumidor. O design industrial abrange todos os aspectos do ambiente humano condicionado pela produção industrial."
— ICSID (Conselho Internacional de Desenho Industrial)

"O desenhista industrial é o profissional que participa de projetos de produtos industriais, atuando nas fases de definição de necessidades, concepção e desenvolvimento do projeto, objetivando a adequação destes às necessidades do usuário e às possibilidades de produção."
— Abramovitz

"Designer é uma pessoa voltada pra a comunicação e a produção de objetos como livros, revistas e espaços, como praças relacionados com o elemento humano."
— Alexandre Wollner

“O design industrial é uma atividade criativa cujo objetivo é determinar as qualidades formais dos objetos produzidos pela indústria. Por qualidades formais entende-se não somente suas características externas, mas principalmente aquelas relações funcionais e estruturais que convertem um sistema em uma unidade coerente, seja do ponto de vista do produtor, seja do ponto de vista do usuário."
— Thomas Maldonado

“Eu conheci o design quando ainda era um sonho. Reconhecido apenas pela frivolidade estática nos anos passados, o design é hoje reconhecido como um elemento básico de produção industrial, utilizado inclusive como moeda na exportação nacional".
- José Midlin

“Design gráfico é a capacidade de criar algo enxuto a partir de várias considerações e habilidade para tirar o excedente e filtrar o essencial, alcançando a satisfação quando consegue traduzir o desejo do cliente e atingir interação completa com o receptor.”
— Ikko Tanaka

"Design é um modo holístico de solução de problemas."
— Eduardo Barroso

O que é design

Design é uma palavra em inglês, cuja é designare, em latim, e de signum (marca, sinal) significando desenvolver, conceber. O termo surgiu no século XVIII, na Inglaterra, como tradução do termo italiano disegno, mas somente com o progresso da produção industrial e com a criação das Schools of Design, é que esta expressão passou a caracterizar uma atividade específica no processo de desenvolvimento de produtos.

Quando se passa a usar o termo Design supõe que o planejamento de produtos para diferentes indústrias. E deve se identificar cada tipo de planejamento identificado pela indústria afim: design industrial para o projeto de produtos; design gráfico para o projeto de produtos gráficos.

Além de um planejamento de produtos, o design deve buscar a melhoria dos aspectos funcionais, ergonômicos e visuais dos produtos, de modo a atender às necessidades do consumidor, melhorando o conforto, a segurança e a satisfação dos usuários. O design é uma ferramenta que permite adicionar valor aos produtos industrializados, levando-a conquistas de novos mercados.

O ICOGRADA ( Internacional Council of Graphic Design), em seu comitê para a Educação em Design Gráfico para a América Latina, considerou design gráfico e comunicação visual como sinônimos.

O design gráfico é um processo técnico e criativo que utiliza imagens e textos para comunicar mensagens, idéias e conceitos. Batizado e amadurecido no século 20, é hoje a atividade projetual mais disseminada no planeta. Com objetivos comerciais ou de fundo social, o design gráfico é utilizado para informar, identificar, sinalizar, organizar, estimular, persuadir e entreter, resultando na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

O trabalho dos designers gráficos está inserido no cotidiano da sociedade através de posters, logotipos, embalagens, livros, jornais, revistas, placas e sistemas de sinalização, camisetas, aberturas e vinhetas de cinema e televisão, websites, softwares, jogos, sistemas de identidade visual de empresas, produtos e eventos, exposições, anúncios etc. – ADG

08 agosto 2006

O começo

Oi, turminha,

começamos o nosso blog de Design e Produção Gráfica Digital.
Como vocês já conhecem o processo do bolg será fácil.
As mudanças são: não têm mais o relatório de aulas e sim um para casa onde vocês irão trazer um artigo ou uma peça gráfica que tenha algo haver com a aula, mais um texto onde irão mostrar essa relação.
O melhor texto será publicado no blog.
Algumas dicas para escrever o texto:
Qual foi o conteúdo da aula?
Como essa peça gráfica ou esse texto se relaciona com a aula?
O que tem nele que me lembrou a aula?

Esses exercícios valem 20 pontos.

Produção Artesanal
O surgimento do artesanato foi resultado da necessidade do homem, aliada ao poder de inovar, para que fossem criados objetos que cumprissem funções cotidianas dentro da comunidade.
Dentre essas formas de trabalho humano, uma das mais antigas é a fiação e tecelagem, pois a necessidade humana de fiar é mais antiga do que se pensa, e liga-se fundamentalmente à evolução das sociedades.
O tear artesanal, instrumento simples, de uso milenar, vem acompanhando o ser humano desde os primórdios de sua conscientização como ser pensante, autônomo e capaz de adaptar-se ao meio, com o uso de sua mente e também de suas mãos.O tear antigo, manual, já continha primitivamente estágios das técnicas empregadas pelas máquinas automáticas de nossos dias.
Pode-se destacar os árabes com suas avançadas técnicas e utilização de plantas para dar cor aos fios, que até então eram brancos ou da cor dos pêlos dos animais. A mistura de todo esse conhecimento levou a arte da tecelagem artesanal a um grande desenvolvimento.

Produção Artesanal X Industrial

Tomada em sua acepção original, a palavra artesanato significa um fazer ou o objeto daí resultante que tem por característica o fato de ser eminentemente manual. Isto é, são as mãos que executam o trabalho. Elas são o principal, senão o único, instrumento que o homem utiliza na confecção do objeto. O uso de ferramentas, inclusive máquinas, quando e se ocorre, se dá de forma apenas auxiliar, como um apêndice ou extensão das mãos, sem ameaçar sua predominância.

Quando se raciocina sobre o sentido de associar artesanato e mãos, remete se a uma dicotomia: aquela que opõe o fazer manual ao fazer mecânico, sendo este aquele em que a interferência humana é mínima e está subordinada à máquina que executa suas funções com quase total autonomia, que as vezes chega a ser total mesmo.


Esta oposição é muito recente na história da humanidade. Ela surge com a Revolução Industrial, na Europa, no século XVIII e, desde então, vem transformando a realidade de sociedades as mais distintas e aparentemente isoladas na face da Terra.


Pode mesmo afirmar não existir hoje um único agrupamento humano que não tenha arrolado, no inventário dos bens de seu uso cotidiano, um objeto cuja origem se deve à máquina. Indigenistas envolvidos em frentes de atração para contatar grupos isolados em território brasileiro são unânimes em afirmar que, ao chegar a uma aldeia indígena nunca antes visitada, invariavelmente se deparam com objetos industrializados, oriundos de nossa cultura.

Produção Industrial

A Revolução Industrial, ou com mais propriedade, a Revolução Industrial Inglesa, realizou melhor que os outros países da área central da economia no mundo, a acumulação primitiva de capitais, assim estabelecendo condiçõespara a introdução contínua de inovações técnicas e de formas fabris de produção. O caráter verdadeiramente revolucionário desse processo, que levou o homem a tornar-se independente das forças da natureza para realizar suas tarefas produtivas, localiza-se na força motriz.

A escrita no ocidente continuou sendo reproduzida manualmente durante toda a antigüidade, mas este método, além de demorado, era caríssimo e frágil. A Biblioteca de Alexandria, a mais famosa do seu tempo, chegou a ter 600 mil volumes em cerca de300 A.C., e seu método consistia em confiscar todos os volumes entravam na cidade pelas mãos dos viajantes para copiá-los. A cópia, e não o original, era entregue ao forasteiro após terminada a reprodução.

A história da tecnologia do tipo passou por quatro grandes revoluções que mudaram radicalmente a maneira como os impressos eram concebidos e produzidos: A revolução de Gutemberg, com a invenção dos tipos móveis; a revolução industrial, que passou produzir bens em grande escala; a revolução da fotocomposição, com a sofisticação das máquinas e um salto na qualidade dos impressos e, finalmente, a revolução digital.

Primeira revolução: Gutemberg (1450)

Johannes Gutemberg pressionava uvas em uma prensa quando percebeu que alguns resíduos das frutas pareciam letras quando transferidas para o papel. Tal experiência serviu de inspiração para a criação da prensa de tipos móveis, construída de tipos de metal que podiam ser substituídos de acordo com o texto e produziam páginas impressas com uma rapidez e qualidade inimagináveis até então. os efeitos da invenção foram extraordinários devido às inúmeras vantagens: rapidez, uniformidade, e redução de custos, tornando os livros objetos possíveis de serem adquiridos por pessoas comuns.

Segunda Revolução: Industrial (1870)
Surpreendentemente, a tecnologia da impressão de tipos teve apenas pequenos melhoramentos de 1600 a 1800. Apenas com a revolução industrial é que ocorreram inovações significativas. As prensas rotativas a vapor (1868) substituíram operadores manuais, fazendo o mesmo trabalho em apenas 16 % do tempo.

Terceira Revolução: Fotocomposição (1950)
O primeiro equipamento de fotocomposição estreou em 1944, mas somente em meados de 1950 tornou-se comum nas gráficas. O princípio de impressão, nessa época, foi radicalmente transformado. Em vez de rolos com tipos móveis acoplados que “carimbavam” bobinas de papel, agora a composição era feita em filmes e os caracteres eram projetados em papel foto-sensível. Lentes eram usadas para ajustar o tamanho da imagem, fazendo com que os tipos pudessem crescer e diminuir facilmente. Essa tecnologia contribuiu para alguns avanços no campo estético, pois permitia a sobreposição de imagens e textos.

Quarta Revolução: Digital (1973)
As primeiras impressoras baseadas em computador eram um híbrido de máquinas de fotocomposição anteriores e a impressão digital utilizada atualmente. Cada máquina possuía a sua própria linguagem e conjunto de comandos. Apesar de possuir algumas vantagens, as desvantagens não eram desprezíveis. O principal problema era a falta de flexibilidade, pois cada máquina tinha seu próprio conjunto de fontes. Nos anos 80, o padrão postscript foi gradualmente se tornando um padrão para a tipografia digital. Grande parte desse sucesso deveu se à inserção da impressora a laser da Apple nos parques gráficos. A maioria dos parques gráficos atuais continua utilizando filmes no processo de impressão, mas o advento de impressoras de alta resolução fez com que alguns trabalhos em menor escala dispensassem esse artifício.

Mesmo com todos avanços tecnológicos os alicerces do design gráfico estão ligados à tradição livreira. O designer gráfico da atualidade não pode simplesmente ignorar as forças que, dentro ou fora do seu campo, influenciaram a forma e a funcionalidade do layout de uma página.